Balde Cheio - Tecnologia Social Reaplicada

A Tecnologia Social Balde Cheio foi criada pela Embrapa Pecuária Sudeste como tentativa de transferir aos produtores leiteiros técnicas e avanços estudados pelos institutos de ensino e de pesquisa, buscando o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite. Essa solução foi uma das finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na edição de 2009.
A proposta é passar ao produtor um pacote de conhecimentos e tecnologias que compreende técnicas de produção intensiva, como conservação e manejo do solo, rotação de pastagens, utilização de cana-de-açúcar e uréia no período de seca, exames nos animais, técnicas de silagem, irrigação e adubação de pastagem, dentre outras. Com isso, obtem-se ganho significativo na produtividade, otimizando o espaço e utilizando técnicas simples e de baixo custo, aumentando, consequentemente, a margem de lucro do produtor.
Diversamente de outras ações da Fundação Banco do Brasil, as que envolvem reaplicação da tecnologia Balde Cheio são direcionadas a um público formado por produtores rurais com alguma infraestrutura e vocação para produção de leite.
São pressupostos, para o início do trabalho, os seguintes fatores:
A estratégia da FBB consiste na implantação de unidades demonstrativas onde o produtor beneficiado disponibiliza sua propriedade para realização de dias de campo e capacitações para outros produtores da região. Com recursos do Pronaf, esses produtores são incentivados à implantar a tecnologia em suas unidades familiares, recebendo assistência técnica pelo projeto.
No Centro-Oeste, a reaplicação dessa tecnologia social está sendo realizada no Entorno do Reservatório da Barragem Corumbá IV, em Luziânia (GO) e no entorno do DF (São Sebastião, Planaltina, Sobradinho, Paranoá e Gama). Na região Sudoeste do país, em parceria com o BNDES, a Fundação está reaplicando a tecnologia social no território do Vale do Rio Doce. Em todos esses casos observam-se expressivos resultados de aumento da produtividade e da renda familiar. Em âmbito nacional, a tecnologia objetiva o aumento da produtividade atual do Brasil – que varia de 1,5 mil a 2 mil litros de leite por hectare a cada ano – para 20 mil litros/hectare/ano.






