Cooperativas baianas inauguram Unidades de Beneficiamento de Castanha de Caju
23/04/12
Inauguração de minifábricas de castanha de caju_ BA
A inauguração aconteceu na última quarta-feira (18/04) e a iniciativa integra o projeto de Fortalecimento da Agricultura Familiar da Cadeia Produtiva do Caju da Fundação Banco do Brasil. As unidades têm capacidade operacional de produzir até oito mil quilos de castanha beneficiada por mês.
Por Dalva de Oliveira
Os agricultores familiares dos municípios de Ribeira do Amparo e Novo Triunfo, região nordeste da Bahia, inauguraram com festa duas minifábricas de beneficiamento de castanha de caju. A iniciativa faz parte do Programa Trabalho e Cidadania da Fundação Banco do Brasil, realizado em parceria com o BNDES, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), a Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra (CEDITER), a Pastoral Rural e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na região do nordeste baiano, o projeto realizou um investimento social de mais de R$ 4,4 milhões. O objetivo é que cada cooperado das cooperativas regionais de agricultores familiares, a Coopans e a Cooperprac, tenha ganho mensal superior a R$ 500,00.
A inauguração da minifábrica de Ribeira do Amparo aconteceu no período da manhã e contou a presença do Governador da Bahia. Jaques Wagner, em seu discurso, elogiou as ações da Fundação junto às cadeias produtivas da cajucultura e da mandiocultura do sertão da Bahia. De acordo com Jorge Streit, presidente da Fundação Banco do Brasil, desde 2005, quando houve o primeiro seminário de identificação das comunidades e seus potenciais produtivos, a instituição vêm construindo essas minifábricas. “Elas são de alto padrão de construção, com equipamentos e maquinários da melhor qualidade, tudo feito com o maior cuidado. Procuramos incluir nos projetos a assistência técnica, a assessoria na comercialização e na gestão dos empreendimentos, para que funcionem de maneira sustentável”, disse.
A castanha de caju passa por um longo caminho até chegar à mesa do consumidor: estoque, cozimento, corte, estufagem, umidificação e despeliculagem. Todo trabalho é executado pelos cooperados, que antes passam por cursos sobre empreendedorismo, processos tecnológicos, gestão, cooperativismo e associativismo, boas práticas de produção e operação de equipamentos, como é o caso da agricultora, Silvanice Rodrigues Silva, de 30 anos, moradora da comunidade Baixa da Roça, que fica no distrito de Novo Triunfo. A agricultora conta que trabalha com o caju desde muito nova e tudo que precisar fazer para ajudar a sua comunidade ela fará. “Esse trabalho é a minha vida. Sou a pessoa mais feliz desse mundo, porque tenho condições de ajudar a minha família e a minha comunidade”, disse.
No nordeste da Bahia, a previsão é que sejam instaladas um total de oito minifábricas nos municípios de Banzaê, Cícero Dantas, Olindina, Ribeira do Pombal, Tucano, Lamarão - sendo que essas duas últimas devem ser inauguradas até o final do ano. Juntas, elas irão atender 21 municípios, que terão seus produtos beneficiados e comercializados por meio da Cooperativa de Cajucultores Familiares do Nordeste da Bahia (Cooperacaju).
A inauguração teve ainda as presenças do gerente do Departamento de Economia Solidária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dalmo Fugita; do Superintendente do Banco do Brasil na Bahia, João Batista Trindade Filho; do gestor de projetos da Regional de Feira de Santana do Sebrae, Marco Dantas; da presidente da Cooperacaju, Maria da Paz; da deputada estadual Fátima Nunes; de representantes da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), prefeituras locais e Fundação Banco do Brasil; além de cooperados e moradores das comunidades.