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Atividade faz parte  do Plano de Revitalização da Bacia do Alto Rio Descoberto

A Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) e a Fundação Banco do Brasil (FBB) promoveram, entre os dias 10 a 12 de agosto, o curso de manejo e irrigação do solo para produtores rurais do Núcleo Rural Alexandre Gusmão, em Brazlândia. A capacitação foi ministrada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar-DF), alcançando um total de 90 agricultores que residem no assentamento Cannã, distribuídos em 6 turmas.

O curso é uma das atividades previstas na parceria entre Seagri-DF e FBB no Projeto Implantação do Plano de Revitalização da Bacia do Alto Rio Descoberto. “São várias atividades dentro desse convênio: a revitalização de 224 Áreas de Preservação Permanente (nascentes, veredas, beira de rio), por meio da recomposição vegetal, utilizando-se a metodologia de plantio de mudas nativas do bioma Cerrado; a construção de 750 bacias de contenção, as “barraginhas”; e a capacitação dos produtores da região em manejo de irrigação”, explicou Mac Souto, diretor de Políticas para o Desenvolvimento Rural da Seagri-DF. “Todas as metas previstas no Convênio, que se encerra agora em setembro de 2021, serão cumpridas; finalizando com esse curso. O principal objetivo alcançado foi o envolvimento dos produtores nas atividades realizadas, promovendo o sucesso das ações, bem como a preservação ambiental e a vocação rural da região ”, complementou Mac Souto.

A atividade está integrada às políticas sociais rurais desenvolvidas pela Seagri-DF no Assentamento Canaã, onde residem aproximadamente 65 famílias de produtores rurais. “Em 2019 a Seagri distribuiu 78 kits de agrofloresta na região do Alto Descoberto, sendo 65 só nesse assentamento. O kit é composto por adubo, sementes e mudas. Foi o maior kit de fomento à produção distribuído pela Secretaria de Agricultura, no valor de 10 mil reais por produtor”, afirmou Athaualpa Nazareth Costa, diretor de Políticas Sociais Rurais da Seagri-DF. “Também foi ofertado curso de orientação à produção agroflorestal, e essas famílias receberam o kit irrigação, que consiste em uma caixa d’água de 5 mil litros e 2 kits de mangueiras para irrigação”, complementou Athaualpa Costa.

Como continuidade desse processo, foi ministrado esta semana o curso de capacitação em manejo e irrigação, e serão distribuídos 45 kits de medidores de irrigação, o “Irrigas”, objetivando a implantação de unidades demonstrativas. O sistema Irrigas, desenvolvido pela Embrapa, é utilizado medir o nível de água no solo, e confere se os níveis de irrigação estão altos ou baixos. O sistema é durável, tem um custo acessível, exige pouca manutenção e é de fácil instalação e leitura. “Os 45 medidores serão distribuídos para famílias que participarem do curso e tiverem implantado os kits de agrofloresta em suas propriedades”, esclareceu o diretor de Políticas Sociais Rurais da Seagri-DF.

Segundo o secretário-executivo de Agricultura da Seagri-DF, Luciano Mendes, essas políticas são resultado de uma série de debates que tem acontecido entre o governo e o setor produtivo ao longo dos anos. “É um conjunto grande de coisas que estão chegando no campo, e isso é fruto de um momento que vocês (produtores rurais) pararam e deram atenção para fazermos essa discussão. A gente às vezes pode não ter o resultado de imediato, mas pode ter certeza que vamos ter no futuro, porque essas coisas começam e viram projetos lá na frente”, afirmou Luciano Mendes.

O diretor de Políticas Sociais Rurais da Seagri-DF destacou que as políticas de desenvolvimento rural e fomento à produção sustentável no assentamento têm contribuído para o desenvolvimento da região. “Hoje já temos alguns produtores do Canaã certificados para a comercialização de produtos orgânicos. Outro ganho é o incentivo à fruticultura com o sistema agroflorestal. Aqui tem crescido muito a produção de frutas, que têm um importante mercado”, destacou Athaualpa Costa.

“Nós estamos caminhando para Brasília ser reconhecida nacionalmente e internacionalmente como a capital dos orgânicos dentro do Brasil”, afirmou Luciano Mendes, secretário-executivo da Seagri-DF.

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Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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