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Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

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Água

Água

A água é uma condição essencial para a vida. O Brasil concentra 12% da água doce disponível no mundo e recebe chuvas regulares em 90% de seu território durante o ano. Apesar desta condição favorável, o acesso à água ainda é insuficiente para satisfazer as necessidades da sua população.

Na Amazônia, onde há uma grande oferta de recursos hídricos, parte das comunidades ainda não tem água potável para o consumo e melhoria da sua produção. Na região semi-árida brasileira a irregularidade das chuvas torna o problema mais alarmante. Durante o ano, há períodos de seca que duram de sete a oito meses, o que faz com que a população residente sofra graves condições econômicas e sociais.

Baseado nesses indicadores de insegurança hídrica que o tema Água tem sido um importante eixo no trabalho da Fundação Banco do Brasil. Uma ação importante que gerou impacto e transformação social foi a reaplicação das tecnologias sociais “Cisternas de Placas” e “Cisternas de Produção”, certificadas em 2001 e 2011, respectivamente, pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Através de uma parceria estabelecida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, a Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido (AP1MC) e com organizações do terceiro setor, foi possível realizar uma ampla ação de mobilização de comunidades vulneráveis para capturar água da chuva, resultando na conquista de autonomia e coexistência com a seca.

Agroecologia

A agricultura orgânica de base agroecológica é cada vez mais reconhecida como modelo capaz de responder aos desafios de produzir alimentos saudáveis e de promover a soberania alimentar, ao mesmo tempo em que respeita a cultura de famílias que vivem desses sistemas produtivos e conserva os recursos naturais.

Ao mobilizar as comunidades para a preservação de seus biomas, multiplicando alternativas sustentáveis de manejo, é possível diversificar a produção e criar novas oportunidades de geração de renda no meio rural. Tais iniciativas contribuem não só para a produção de alimentos variados e sem uso de agrotóxicos, mas também para a expansão da comercialização e permanência do homem no campo.

A Fundação Banco do Brasil possui vasta experiência na reaplicação de tecnologias sociais e no estímulo às práticas agroecológicas junto a agricultores familiares e comunidades tradicionais. É uma das parceiras do Programa Ecoforte, que faz parte do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) e visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

São parceiros no Ecoforte: o BNDES, o Governo Federal, a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa.

Fundo Amazônia

Agroindústria

A agroindustrialização é uma das alternativas econômicas para a permanência dos agricultores familiares no meio rural. Tem como base a organização dos agricultores em cooperativas e associações, de modo a fortalecer a produção, o beneficiamento da matéria-prima e a comercialização. Assim, agrega-se valor aos produtos ao mesmo tempo em que se constrói um modelo de produção com base nos princípios da economia solidária, com desenvolvimento duradouro e sustentável, do cuidado ambiental e do respeito às culturas locais.

A Fundação Banco do Brasil atua junto a agricultores familiares, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas no fortalecimento de cadeias produtivas, especialmente na apicultura, cajucultura e mandiocultura. As cooperativas e associações das cadeias produtivas apoiadas são autogestionárias e fomentam a formação de redes de empreendimentos solidários buscando, cada vez mais, a sustentabilidade de suas atividades. Essas experiências levaram a Fundação BB a participar da elaboração do Programa de Agroindustrialização em Assentamentos da Reforma Agrária – Terra Forte.

O Terra Forte é implementado ao mesmo tempo em que se luta por avanços na política de acesso a terra, reconhecendo serem necessárias a inclusão socioprodutiva e a sustentabilidade econômica dos assentamentos. Os recursos do Terra Forte contemplam o apoio à diversificação da produção, infraestrutura, capacitação profissional, assistência técnica e comercialização.

A união de parceiros estratégicos e o diálogo com entidades representativas dos movimentos sociais do campo foram fundamentais para a criação do Programa. Também são parceiros do Terra Forte: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, o Governo Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra, a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab e Banco do Brasil.

Reporte do Programa - atualizado em 31 de Março de 2017

Educação

A Fundação Banco do Brasil investe em projetos de educação para formação que é construída com o envolvimento das pessoas, a partir da ideia de que a educação emancipa e transforma. É por isso que a educação é um dos campos de atuação definidos no estatuto da Fundação BB desde o início de suas atividades, além de ser um dos vetores priorizados na estratégia de investimento social.

Atuando de forma transversal, os recursos têm sido aplicados tanto em programas como BB Educar Integração, AABB Comunidade, Inclusão Digital e o Projeto Memória, como em capacitações profissionais e de gestão de empreendimentos solidários de programas estruturados, como o Cataforte e Ecoforte. O objetivo é oferecer oportunidades de aprendizado e formação, com o aumento do potencial de empoderamento em prol da transformação social de suas comunidades.

O BB Educar Integração é uma tecnologia social da Fundação Banco do Brasil que capacita educadores para atuarem em núcleos de alfabetização de jovens e adultos. Fundamentada nos ensinamentos de Paulo Freire, a metodologia considera a realidade do aluno como ponto de partida do processo educativo.

A prática pedagógica, assim, pressupõe uma construção coletiva, a participação do educando e do educador como sujeitos do processo, uma relação dialógica, dinâmica, contínua e principalmente crítica, que tenta resgatar a cultura e a cidadania desses sujeitos. Também contempla a utilização de linguagem própria do participante, o que evita a infantilização de jovens e adultos no decorrer do processo de alfabetização.

O objetivo geral do programa é contribuir para a superação do analfabetismo no País, por meio de atividades educacionais voltadas para a alfabetização e a promoção da cidadania entre jovens e adultos. Desde 1992 já atendeu mais de 360 mil alunos.

O AABB Comunidade é uma tecnologia social que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. O Programa colabora para o aprendizado, a formação da cidadania, a inserção de temas relacionados à sustentabilidade ambiental e à saúde no dia a dia, mobilizando não só os participantes, mas a comunidade local e os governos municipais. O Programa, que é fruto de parceria entre a Fundação BB e a FENABB, é realizado nas AABBs de todo o País.

O Programa Inclusão Digital cria espaços de acesso às tecnologias da informação e comunicação e de formação de educadores sociais, em parceria com entidades locais e organizações do terceiro setor. O público-alvo é a juventude. A Estação de Metarreciclagem é outra iniciativa do Programa. Adolescentes e jovens são capacitados para o recondicionamento de computadores, que por sua vez são distribuídos para escolas, bibliotecas, centros comunitários, entre outros. Os resíduos eletrônicos são doados por governos, empresas e sociedade civil em ações de conscientização quanto ao descarte correto dos materiais e impactos no meio ambiente.

O Projeto Memória busca alcançar professores, alunos da rede pública de ensino, bibliotecas e centros comunitários. Trata-se de tecnologia social que pretende difundir a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social, a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do País.

Resíduos Sólidos

A Fundação Banco do Brasil tem investido socialmente em programas e projetos que estimulem a mudança de comportamento e valores em relação à produção e destinação dos Resíduos Sólidos. A correta gestão desses materiais contribui para que a matéria-prima e os resíduos retornem ao processo produtivo, reduzindo o impacto do lixo no meio ambiente, gerando renda, além de contribuir para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no meio urbano, em acordo com a Lei 12.305 de 02/08/2010.

O trabalho com a cadeia produtiva dos resíduos sólidos faz parte do planejamento estratégico da Fundação BB desde 2003, com investimentos em formação e capacitação para a autogestão; infraestrutura (galpões, máquinas, equipamentos, veículos); assistência técnica; assessoramento na consolidação de associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis e fortalecimento de redes da comercialização. Essas ações promovem a inclusão social, a geração de trabalho, renda e educação, e apoio à melhoria das condições de trabalho.

Relacionado à temática dos Resíduos Sólidos, em 2007 nasceu o Programa Cataforte, quando a Fundação Banco do Brasil e o Ministério do Trabalho e Previdência Social - MTPS, por intermédio da Secretaria Nacional de Economia Solidária - Senaes, formalizaram parceria para realizar investimentos sociais conjuntos em ações de capacitação e formação de catadores de materiais recicláveis. O Cataforte tem como objetivo fortalecer empreendimentos econômicos solidários e está em sua terceira fase de atuação, (Cataforte III), fruto da parceria entre Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR, Fundação BB, Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, Fundação Nacional de Saúde - Funasa, Ministério do Meio Ambiente - MMA, Ministério do Trabalho e Previdência Social - MTPS, Secretaria Nacional de Economia Solidária - Senaes e Secretaria de Governo Presidência da República.