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Iniciativas de Atiquizaya, em El Salvador e Montes Claros, no Brasil, são exemplos que contribuem com as metas do ODS 2

Extinguir a fome no mundo; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são ações que sintetizam o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2 – definido pelas Nações Unidas em 2015 com o propósito de alcançar a dignidade até 2030, pela nova agenda de desenvolvimento sustentável global. Com o título Fome Zero e Agricultura Sustentável, esta ODS elenca oito metas para todos os países adotarem de acordo com suas prioridades e desafios ambientais de todo o planeta. O cumprimento das metas estabelecidas pretende acabar com todas as formas de fome e má-nutrição até 2030, garantindo o acesso suficiente a alimentos nutritivos durante todos os anos.

Segundo dados das Nações Unidas, a agricultura é a maior empregadora única no mundo, provendo meios de vida para 40% da população global atual. Ela é a maior fonte de renda e trabalho para famílias pobres rurais. Dessa forma, investir em pequenos agricultores é um modo importante de aumentar a segurança alimentar e a nutrição para os mais pobres, bem como a produção de alimentos para mercados locais e globais.

Alinhada com esses desafios, a prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu o projeto Escolas Sustentáveis a nível municipal, com uma metodologia que promove atividades orientadas de diferentes instituições e setores relacionados com atividades de alimentação escolar, participação social, educação nutricional através de jardins educacionais, compra da agricultura familiar local e adoção de menus adequados e saudáveis. Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda das escolas é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região. A iniciativa foi finalista no último Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil para ser reaplicada em outras localidades. O projeto também tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

"O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya.

Produto brasileiro combate a desnutrição infantil em Minas Gerais

No Brasil, o Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – unidade de Montes Claros - promoveu a elaboração de um produto inovador no combate à desnutrição infantil local. Trata-se de uma bebida láctea fermentada a base de soro de leite, suplementada com minerais e adicionada de polpa de fruto do Cerrado (como mangaba, coquinho azedo, cajá, entre outros), capaz de suprir as necessidades nutricionais de crianças desnutridas.

Esse produto constitui-se de um alimento estável, nutricionalmente balanceado, que complementa as necessidades básicas diárias de uma criança. A tecnologia social “Ações e Alternativas contra a Subnutrição Infantil” foi certificada pela Fundação Banco do Brasil em 2017 e também consta no Banco de Tecnologias Sociais.

Segundo o professor e pesquisador do instituto, Igor Viana Brandi, responsável pelo desenvolvimento do produto, a bebida láctea foi elaborada para tratamento de subnutrição infantil para crianças fora da rotina escolar. “Na etapa de cadastro das crianças subnutridas, observou-se que estas não estão na escola. Normalmente, crianças subnutridas são as que não frequentam o ambiente escolar”, conclui o professor. Ele explica que na avaliação sensorial, com 120 crianças, confirmou-se que ambos os gêneros gostaram muito da bebida e que a aceitação pelas crianças foi acima de 85%.

Na avaliação da eficácia contra a subnutrição infantil em crianças de 2 a 5 anos de idade, com apoio de agentes de saúde e pastoral da criança, conseguiu-se cadastrar em grupo de 15 crianças na fase experimental. Estudantes de graduação forneceram 200 mil da bebida diariamente, por 60 dias. Apesar de serem apenas 6% o número de crianças subnutridas atendidas da cidade, todas as crianças tratadas saíram do estado de subnutrição. “Foi possível retirá-las do estado de subnutrição, comprovados através de medidas antropométricas, peso e altura, e análise de albumina no sangue”, explica Igor.

A prefeitura de Montes Claros apoiou as etapas de identificação das crianças, com dados dos postos de saúde. Agora novas ações estão sendo realizadas para reativar a fábrica de alimentos para merenda escolar da rede municipal, todavia, busca-se um novo modelo de gestão para que a fábrica seja autossustentável, e também aumentar a capacidade de produção na Universidade. Para Igor, o produto também pode ser uma alternativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), que pode deixar de importar produtos funcionais, valorizando a tecnologia nacional.

“O produto possui em sua formulação os nutrientes em concentração suficiente para se retirar uma criança do estado de subnutrição. É rico em proteínas, lipídeos, minerais como cálcio e ferro. Utiliza em sua formulação subproduto da indústria de laticínios, o que permite a redução de efluente e redução de custos do produto, além disso, possui elevada aceitabilidade, e utiliza ainda frutos do Cerrado, que são encontrados com elevada disponibilidade no nosso país”, conclui o professor.

No Brasil a subnutrição infantil representa, provavelmente, o problema mais importante da população, com severas consequências econômicas e sociais. Dados do Ministério da Saúde registram mais de 70 mil crianças menores de cinco anos desnutridas no Brasil (SISVAN, 2014). A desnutrição infantil, além de diminuir a imunidade de crianças, aumenta a susceptibilidade a doenças e prejudica o desenvolvimento físico e mental.

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A Agenda 2030

Definidos pela ONU durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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 Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzido pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.

 

Publicado em Série ODS

INSCRIÇÕES PRORROGADAS DO PRÊMIO VIVA VOLUNTÁRIO! PRAZO FINAL: 08/07

 

 

Para incentivar e valorizar o trabalho voluntário no Brasil, o governo federal criou em 2017 o Programa Nacional de Voluntariado – Viva Voluntário -  com o propósito de reunir esforços do setor público, do terceiro setor e da iniciativa privada para articular pessoas em ações transformadoras da sociedade.

[Banner Twitter] Viva voluntario Um espaço para quem doa seu tempo pelo próximo

 

 

Prêmio Viva Voluntário

O Prêmio Viva Voluntário é uma premiação inédita que reconhecerá iniciativas de transformação social promovidas por voluntários que contribuem para o alcance das metas estabelecidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU).

Serão premiadas as iniciativas inscritas em quatro categorias: Organizações da Sociedade Civil, Setor Público, Empresarial e Líder Voluntário. Cada categoria terá dois projetos vencedores. No formulário, deverá constar sobre qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a proposta se enquadra.

A Fundação Banco do Brasil (FBB) apoiará com R$ 50 mil as iniciativas vencedoras nas categorias Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário.

 

Portal   vivavoluntário 1

 

Para mais informações, acesse o edital abaixo. Caso, já queira se inscrever entre nos formulários de inscrição e de apresentação de atividade de volutário.

- Edital

- Formulário de inscrição

- Formulário de apresentação de atividade do voluntário

Publicado em Paginas Internas

Cerca de 157 mil pessoas foram atendidas em todo o Brasil, em projetos nas áreas de educação e meio ambiente 

A Fundação Branco do Brasil lançou nesta segunda, dia 2, o Relatório de Atividades 2017, que traz a prestação de contas para a sociedade das ações e do investimento social realizado no ano passado. De acordo com o documento, em 452 municípios em todo o Brasil foram atendidas 157 mil pessoas em projetos nas áreas de educação, inclusão digital, agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos, acesso à água potável, inclusão socioprodutiva, reaplicação de tecnologias sociais, entre outros.

O investimento total foi de R$ 142,8 milhões, sendo R$126,6 em recursos próprios e R$ 16,2 milhões de parceiros, já que a Fundação BB atua como articuladora de parcerias para promover o desenvolvimento sustentável no País.

Versão digital e hotsite

A novidade deste ano é que o relatório de atividades está disponível apenas em versão digital, um documento em pdf, em coerência com o cuidado ambiental que é um princípio orientador de todos os projetos desenvolvidos pela Fundação BB e seu instituidor, o Banco do Brasil.

A publicação também ganhou uma versão no hotsite fbb.org.br/relatorio2017, disponível em computador desktop. Na página, o usuário pode ter uma visão geral das principais ações da instituição em um mapa interativo com informações acionáveis pelo mouse e no menu da esquerda. 

Diretrizes

Pelo terceiro ano consecutivo a publicação segue as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), na versão G4, que orienta os elementos mais relevantes de um relatório de sustentabilidade, além dos destaques do desempenho econômico, ambiental, social e de governança da instituição. Também foram incorporados os indicadores do suplemento setorial para ONG's da GRI, com informações específicas e mais relevantes para o terceiro setor.

Modelo portal interno

Publicado em Notícias

Em 2016 valor chegou a 2,9 bilhões, 19% inferior ao registrado em 2014, revelou relatório do PNUD

No Brasil, o investimento social privado na filantropia chegou a 2,9 bilhões de reais em 2016, valor equivalente a 0,23% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O montante pode impressionar, mas está abaixo do necessário, aponta o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Plataforma de Filantropia. Lançado na última terça-feira (12), no Rio de Janeiro, documento aborda engajamento de entidades filantrópicas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O montante investido em filantropia em 2016 foi 19% inferior ao registrado para 2014. Nos Estados Unidos, o volume de recursos disponibilizados para a área equivale a 2% do PIB, bem acima da proporção identificada no Brasil. Segundo o relatório, a filantropia no país sul-americano está concentrada em organizações e empresas, com pouco volume de doações individuais.

A publicação “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” é resultado da parceria de fundações nacionais e institutos como a Fundação Banco do Brasil, a Fundação Roberto Marinho, a Rede Globo, o Instituto C&A, o Itaú, a Fundação Itaú Social, e o Instituto Sabin, além de ter o apoio apoio de GIFE, IDIS, WINGS e Comunitas.

Ainda de acordo com a pesquisa, a educação é a área que recebe mais investimento social privado no Brasil (84%), seguida pelo desenvolvimento profissional e cidadão para jovens (60%) e artes e cultura (51%). A área de direitos humanos tem ganhado força nos investimentos privados, crescendo 14% de 2014 a 2016.

No país, as doações filantrópicas tendem a focar em grupos específicos, com destaque para aqueles relacionados à juventude. As doações para iniciativas sobre questões de gêneros ainda são muito baixas, representando 4% dos investimentos. Em relação a questões raciais, o investimento foi ainda menor — 2%.

Segundo o levantamento, o Brasil apresenta um ambiente relativamente bem estruturado de redes e organizações para a filantropia. Além disso, é um dos quatro países da região da América Latina e do Caribe a ter uma associação formal de fundações filantrópicas. Os ODS são conhecidos e utilizados pela maioria das instituições filantrópicas do país como suporte nas decisões. A necessidade de promover impactos sociais robustos é um dos pontos comuns às agendas de trabalho do setor e das Nações Unidas.

“Estamos criando aqui uma grande rede com a participação da ONU e tendo como norte os ODS”, afirmou a representante-assistente do PNUD, Maristela Baioni, durante o evento de lançamento, que reuniu representantes de diferentes fundações e institutos filantrópicos. “O que nos move é garantir um presente digno e de justiça social. Estamos aqui para ampliar a integração e a sinergia para esse objetivo.”

A distribuição dos investimentos no Brasil ainda é altamente concentrada geograficamente. O Sudeste é a região que mais recebe recursos, seguido do Nordeste. Os investimentos em filantropia no Brasil, em sua ampla maioria, vão para projetos com impacto restrito ao país.

O diretor do Centro Internacional do PNUD em Istambul para o Setor Privado, Marcos Neto, convocou os representantes da filantropia brasileira a se envolver no cumprimento dos ODS. “Temos uma narrativa comum e temos responsabilidade. A gente pode e deve trabalhar juntos. O relatório e este encontro demonstram que os desafios são grandes, mas as oportunidades são ainda maiores”, ressaltou.

Além do panorama sobre a filantropia no Brasil, o documento apresenta recomendações sobre como aprimorar a estrutura regulamentadora do Estado para estimular o potencial filantrópico do Brasil; aproximar a filantropia da sociedade civil, conquistando confiança e promovendo transparência; e ampliar os laços entre diferentes organizações e instituições para fortalecer o impacto das ações, tendo os ODS como guias.

Acesse o relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” (Documento em inglês).

A Plataforma de Filantropia foi criada ao final do ano passado, sob a coordenação de empresas e organizações parceiras e associações de filantropia, com o apoio do PNUD. Com a iniciativa, o Brasil tornou-se o oitavo país-piloto a lançar a Plataforma, ao lado do Quênia, Gana, Zâmbia, Indonésia, Colômbia, Estados Unidos e Índia. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: ONUBR

A divulgação deste assunto contempla todos os 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB e entidades do terceiro trocam ideias sobre voltadas para desenvolvimento sustentável

A Fundação Banco do Brasil participou do seminário “Diálogos do setor de Investimento Social Privado e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) dia 31 de maio, em São Paulo. O encontro reuniu uma série de institutos e fundações, além de pesquisadores e representantes de governos e organismos internacionais, para discutir estratégias de alinhamento entre o investimento social e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A iniciativa teve como recurso indutor a Plataforma Filantropia, um esforço global que oferece dados sobre a atuação dos investidores sociais nos ODS e busca alavancar recursos e aumentar o impacto de programas e projetos, direcionando os ODS a um planejamento de desenvolvimento nacional. Além do diálogo sobre desafios comuns, o evento foi um convite para que empresas, institutos e fundações façam parte do movimento.

Além da Fundação BB, outras organizações nacionais e internacionais foram parceiras na realização do evento: Rockefeller Philanthropy Advisory, Foundation Center, Instituto C&A, Itaú Cultural, Itaú, Fundação Roberto Marinho, Rede Globo, Instituto Sabin, GIFE, IDIS, WINGS e Comunitas.

A agenda do encontro se organizou, basicamente, em duas frentes: discussões sobre o papel de institutos e fundações familiares e do investimento social de perfil corporativo. Representantes de empresas, institutos e fundações levaram suas experiências no uso dos ODS em seus planejamentos e apontaram desafios e oportunidades de atuação.

"Os ODS têm sido norteadores para ações da Fundação BB e de muitas organizações do terceiro setor. Um evento como esse ajuda a aprofundar a reflexão e a troca de ideias sobre as possibilidades de pautar novas ações para o desenvolvimento sustentável", afirma o assessor da Fundação BB Bruno Moraes.

Para saber mais sobre a Plataforma de Filantropia, acesse sdgfunders.org

A divulgação deste texto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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