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Quarta, 13 Abril 2022 10:56

Legado para as próximas gerações

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 BB DTVM e Fundação BB lançam projeto de compensação de CO2 emitido pela gestora pelos próximos 10 anos 

O Parque Municipal da Pedra Branca, no Rio de Janeiro, foi o cenário para o inicio do projeto Net Zero BB DTVM - Semeando a Biodiversidade. A iniciativa tem o propósito de remoção de gás carbônico (CO2) da atmosfera por meio de recomposição da vegetação nativa em propriedades de agricultores familiares e pequenos produtores rurais.

O lançamento do projeto foi o passo inicial nesta parceria, que realizará o plantio de 4 mil mudas na região e está diretamente conectada com o desenvolvimento econômico sustentável, ao mesmo tempo que proporcionará a compensação de CO2 emitido pela gestora em suas atividades pelos próximos 10 anos, aproximadamente.

O plantio proporcionará a construção de um corredor vegetal de 10 hectares no parque, área equivalente a 14 campos de futebol. As mudas selecionadas buscam ampliar a biodiversidade e, ainda, contribuir para a geração de emprego e renda de cerca de 180 famílias dos pequenos produtores rurais, com o cultivo de espécies frutíferas.

A parceria envolve também o trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater – Rio), que é a executora e responsável pela metodologia e cálculo do sequestro de carbono proveniente da área restaurada. Os integrantes da Agro Verde Cooperativa de Produtores Rurais participam do projeto, realizando o plantio nas áreas de suas propriedades que se encontram degradadas e foram previamente destacadas na etapa de levantamento técnico.

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A presidente da Fundação BB, Eveline Veloso Susin, destacou que o BB - banco mais sustentável do mundo - e a BB DTVM promovem o desenvolvimento sustentável ao conjugar resultado econômico, cuidado ambiental e o fortalecimento da sociedade. Além disso, agradeceu a parceira BB DTVM ressaltando: “A história da Fundação é construída a partir de valores que tem como alicerce as melhores práticas de governança, ética e integridade e da cooperação e convergência de recursos e esforços obtida por meio as parcerias público-privadas e terceiro setor, que nos permitem ampliar os impactos de nossas ações em prol da transformação socioambiental do nosso país. A BB DTVM é um parceiro valioso da Fundação Banco do Brasil", declarou.

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Para Aroldo Medeiros, diretor-presidente da BB DTVM, o plantio é a realização de um sonho e um legado para as próximas gerações. “O Net Zero BB DTVM é um marco para a gestora, que iniciou o seu compromisso com os aspectos ASG (Ambiental, Social e de Governança Corporativa) em 2010, ao assinar os Princípios para o Investimento Responsável (PRI, na sigla em inglês). Durante essa trajetória também olhamos para os nossos fundos de investimento, que hoje são guiados pela prática de responsabilidade socioambiental. Atualmente, 94% dos ativos do nosso portfólio estão alinhados aos critérios de sustentabilidade e nossa meta é chegar a 100%”.

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Antônio Barreto Júnior, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, participou do lançamento do projeto e parabenizou as instituições parceiras por apoiarem iniciativa diretamente alinhada com os 10 compromissos declarados/firmados pelo Banco do Brasil para um futuro sustentável. “O Banco do Brasil está comprometido com a redução e compensação das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), em ser carbono neutro e em apoiar os clientes na transição para uma economia de baixo carbono. Mais do que ser um dos bancos mais sustentáveis do mundo, queremos apoiar nossos clientes na transição para um portfólio mais sustentável e gerar valor para a sociedade e meio ambiente. É dessa forma que enxergamos o nosso papel transformador!”

Sequestro de carbono

Objetivo: reduzir impactos do efeito estufa;

Atividade produtiva apoiada: agricultura (plantio direto e rotação de culturas);

Atividade socioambiental: plantio de mudas para recuperar áreas degradadas para o fortalecimento ecossistêmico e promoção de produtos da sociobiodiversidade;

Como funciona: as plantas cultivadas na agricultura e as árvores que irão surgir com as mudas plantadas realizam por meio da fotossíntese a captura/absorção de gás carbônico da atmosfera e seu armazenamento seguro no solo.

Participaram do evento de lançamento do projeto representantes da Secretaria de Biodiversidade do Governo Federal, da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro, da Emater Rio e da Agro Verde Cooperativa de Produtores Rurais.

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Projeto gera renda para agricultores familiares que beneficiam de farinha de mandioca e vão iniciar produção de polpas de fruta

Na margem esquerda do rio Tapajós, bem no meio da floresta amazônica, uma comunidade tradicional usa bicicletas para coletar frutas, energia solar para beneficiar a farinha de mandioca na agroindústria e triciclo para transportar os produtos até os barcos que vão a Santarém (PA).

Essas alternativas sustentáveis de energia e transporte foram encontradas pelos moradores de Surucuá para ampliar a produção de derivados das frutas e de mandioca e a comercialização dos produtos, diante das condições naturais da região. Os moradores das Reservas Extrativistas Tapajós e Arapiuns têm o rio Tapajós como única porta de entrada. Saindo de Santarém, são, em média, seis horas de viagem de barco até lá.

Em convênio firmado com a Fundação Banco do Brasil (FBB), a Associação Comunitária de Moradores Produtores Agroextrativistas de Surucuá (Amprosurt) vai envolver 40 famílias que vivem na reserva. O objetivo é gerar oportunidade de renda para os participantes, principalmente mulheres e jovens. A gestora do projeto, Mayá Schwade, afirma que com o beneficiamento “melhora a apresentação dos produtos, através do uso dos equipamentos, e agrega valor à produção, possibilitando um melhor preço de venda”.

A farinha de mandioca é o primeiro produto que vem sendo beneficiado. Após capacitação, as famílias passaram a seguir padrões de higiene e qualidade na produção e com o ensacamento na agroindústria puderam aumentar o valor de venda de R$ 2 para R$ 3,50 o quilo. Atualmente, 14 famílias produzem cerca de 100 quilos por semana.

“A gente agora consegue vender melhor o produto da gente. Antes trabalhava mais e era menos renda”, afirma Cristiane Almeida, que também trabalha com o marido na produção. Em breve, a comunidade receberá mais equipamentos para beneficiar outros frutos, como maracujá, manga, murici, goiaba, acerola, caju, açaí, coco e cupuaçu.

Outra associada, Eloisa Sousa de Castro, também produz com o marido. Ela explica que o grupo de participantes vai comprar frutas e farinha de mandioca com outras famílias da comunidade, sendo esta uma forma de garantir a matéria-prima para produção e de gerar renda para mais gente. “O nosso projeto é principalmente para fortalecer a renda da comunidade. Os que não estão envolvidos na agroindústria vão fazer um preço mais baixo e em troca terão um preço melhor nos produtos beneficiados”.

As moradoras afirmam que a união para realizar o trabalho trouxe mais confiança e motivação para todos. “Tenho certeza de que todas as mulheres que estão no grupo estão mais confiantes”, disse Eloisa. “Estamos muito empenhadas e unidas e assim a coisa anda”, declarou a participante Maria Assunção Araújo.

Parceria para o desenvolvimento
O projeto na comunidade de Surucuá é um dos 23 habilitados no edital do Ecoforte Extrativismo, realizado em 2017. O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com recursos da Parceria Fundo Amazônia, o Ecoforte Extrativismo contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

 

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Segunda, 01 Outubro 2018 14:07

Sabe o que é um biodigestor?

Portal Biodigestor

Conheça esta tecnologia social que é uma energia limpa, alternativa para o botijão de gás e que pode reduzir acidentes com queimaduras pelo uso indevido de álcool no preparo de alimentos

Para as famílias em situação de vulnerabilidade social, o preço do botijão de gás GLP tem impactado no orçamento. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, de janeiro de 2017 a julho de 2018, houve um aumento de quase 75% no botijão. Os preços variam de R$ 60 a R$ 150 dependendo da região do país. Para driblar o alto custo, muitas famílias têm substituído o botijão de gás pelo álcool de cozinha, mas isto tem gerado outro problema: explosões e queimaduras nas pessoas.

Segundo o médico Marcus Vinícius Crepaldi, que atende pacientes vítimas de queimaduras há mais de quinzes anos, é comum pessoas com dificuldade de comprar o gás, usarem o álcool para cozimento de alimentos. O médico defende que o álcool não deva ser usado no ambiente doméstico porque funciona como uma bomba que pode detonar a qualquer momento. “A mãe que vai esquentar uma mamadeira rápida para o filho ou o pai que vai acender a churrasqueira são as principais vítimas de queimadura devido a explosões em decorrência do uso de álcool”, afirma.

Diante de um cenário de alto custo econômico e risco à saúde, uma alternativa é o biodigestor, uma tecnologia social que produz biogás a partir de esterco animal e que pode ser usado para cozinhar alimentos. O custo é menor do que um botijão de gás e evita o risco de explosões que ocasionam queimaduras nas pessoas.

No sertão brasileiro, a entidade Diaconia implementou o biodigestor sertanejo, que é utilizado em fogão para a preparação de alimentos. A iniciativa foi certificada pela Fundação Banco do Brasil como tecnologia social em 2015. O impacto da TS se deve à simplicidade de manutenção e manejo, baixo custo de instalação, substituição do GLP pelo biogás, redução de emissão dos gases metano e carbônico na atmosfera e produção de adubo orgânico e biofertilizante.

Como fazer

O biodigestor consiste em três partes: numa caixa se coloca o esterco misturado à água. A fermentação do esterco (biomassa) ocorre num tanque circular, por meio da digestão anaeróbica de bactérias, resultando na produção do biogás. Da caixa de descarga sai o biofertilizante e o adubo orgânico ricos em nutrientes, resultado final da fermentação do esterco animal. A capacidade de produção é de 26 kg de biogás ao mês, o que equivale ao consumo médio mensal de uma família de cinco pessoas em fogões domésticos. A chama que sai do fogão deve ter cor azul e não ter cheiro. O custo de implantação desse tipo de biodigestor é de R$ 2.800 com mão-de-obra. Para fazer o abastecimento diário são utilizados 10 quilos de esterco misturados a 10 litros de água. Os dejetos podem ser de dois bovinos adultos, dez suínos, 20 caprinos, ou cem aves.     

Biodigestor Sertanejo

Diferentes usos

Segundo o Engenheiro Agrônomo Luiz Cláudio Matos, da Diaconia, o biodigestor tem inúmeras funções. “Algumas famílias usam para aquecer água para o banho, substituindo o chuveiro, acoplado a sistema de motorização para bombeamento de água. E já vi, de forma experimental, para uso em lamparina para iluminação de ambientes domésticos”, afirma.

Ao longo de oito anos, a Diaconia implantou mais de 400 biodigestores nos estados de Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Rio Grande do Norte, Goiás e Minas Gerais De fácil construção, um pedreiro capacitado faz a parte de alvenaria em três dias e um técnico instala a caixa e faz a ligação até o fogão em um dia.

O biodigestor é uma estratégia que possui relação com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 ao assegurar o acesso à energia a um preço acessível e sem a emissão de gases na atmosfera, o que mitiga os efeitos das mudanças climáticas, além de evitar acidentes com o uso indevido de álcool para o cozimento de alimentos.

“Acreditamos que essa tecnologia tem todas as condições para se tornar uma política pública. Isto porque ela é sustentável, traz benefícios econômicos importantes e contribui para a qualidade de vida das famílias, bem como se constitui em ganhos relevantes na dimensão do meio ambiente”, finaliza Luiz Cláudio.

A Agenda 2030

Definidos pela ONU durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzido pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.

 

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Carlos Simino utilizou 7 mil blocos que ele mesmo produziu para erguer a residência de 55 m2

Após três anos trabalhando junto com a esposa, Carlos Simino sente orgulho de seu novo lar: uma casa de 55 metros quadrados feita com 7 mil tijolos ecológicos, todos produzidos pelo casal e transportados para o terreno, localizado num condomínio em Sobradinho (DF). "É a realização de um sonho para mim e para minha família. Uma coisa que lutei muito para conseguir, é muita emoção!", afirma Simino.

Ele trabalha como assessor na Fundação Banco do Brasil, por isso pode se dedicar à construção somente nos fins de semana. Na Fundação BB, o contato com as tecnologias sociais (soluções econômicas e sustentáveis para desafios da sociedade) chamou a atenção do assessor para alternativas que poderiam ser empregadas na nova moradia. Foi aí que teve a ideia de construir com o tijolo ecológico. É uma opção mais barata que o tijolo cermenoâmico industrial e não causa danos ao meio ambiente.

Os blocos convencionais usam argila ou barro retirados das margens de rios e consomem lenha para o aquecimento do forno, o que resulta em emissão de gases na atmosfera. O tijolo ecológico leva terra e 10% de cimento, sem necessidade de ir ao forno. O processo de cura ocorre ao passar a semana ao sol, precisando ser molhado duas vezes ao dia.

Para produzir as peças foi usada uma máquina de prensar manual adquirida ao custo de R$3.600. Simino e a mulher contaram com a ajuda de um caseiro para molhar os tijolos durante a semana.

Simino calcula que teve uma economia de 30% do gasto total caso tivesse usado material convencional e mão de obra contratada. O custo é menor porque não é preciso utilizar reboco como revestimento, a quantidade de argamassa para unir os blocos é bem menor e não precisa usar madeira para fazer o que é chamado de caixaria. Há também outras vantagens, explica Carlos. “Por esse tijolo ter furos ele cria uma espécie de duto que você utiliza tanto para fazer fiação elétrica, como para passar encanamento hidráulico, e não precisa quebrar a parede. Além de economia, o tijolo se torna um isolante natural tanto térmico quanto acústico”.        

Construir a casa também teve um aspecto sentimental para o funcionário da Fundação BB: o pai dele, morto em novembro do ano passado, era mestre de obras e foi com quem aprendeu habilidades na construção, quando ajudou a erguer a casa da mãe, na década de 80. "O fato de meu pai ter sido construtor pesou bastante para eu tomar a decisão de encarar essa empreitada", disse.         

Ideia compartilhada

Carlos não é o único no condomínio a seguir princípios ecológicos na construção da moradia. Vizinhos adotaram o tijolo ecológico e outras práticas amigas do meio ambiente, como o uso racional de energia e de água.

Urbano Villela e o filho estão pondo a mão na massa para construir uma casa de tijolos ecológicos de 240 metros quadrados. Em 2016, eles haviam visto uma reportagem sobre a iniciativa do Carlos na televisão. Depois descobriram que ele é morador do condomínio, o que foi decisivo para a escolha do tijolo ecológico.

“A gente está aprendendo. Está se dando conta de que isso pode ser útil, amanhã ou depois, pra passar essa experiência pra outras pessoas e isso é importante pra gente”, afirmou Urbano.

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Participação do ambientalista Sérgio Besserman, do coordenador nacional do Movimento da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison de Quintella Baptista, e de Joaquim Gondim, Superintendente de Operações da ANA – Agência Nacional de Águas

Bem mais precioso do Planeta, a água está no foco dos grandes debates mundiais. Em pleno século XXI, milhões e milhões de seres humanos vivem sem água encanada e sem acesso à água potável (ou à água de qualquer qualidade). Nas cidades, rios viram esgotos a céu aberto, cursos de água são desviados para uso privado, oceanos recebem toneladas de dejetos. O que o homem deste século deixará para as próximas gerações? Estes e outros questionamentos estarão no cerne da conversa do dia 16 de março, dentro da programação da mostra de cinema PLANETA ÁGUA, realizada pela Fundação Banco do Brasil e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A partir das 15h, no Teatro do CCBB, os especialistas Sérgio Besserman, Naidison de Quintella Baptista e Joaquim Gondim, com mediação da jornalista Bárbara Lins, estarão debatendo ‘Água e Sustentabilidade’. A entrada é franca, mas é preciso retirar senha com antecedência na bilheteria (sujeito à lotação do teatro).

A água – ou a falta dela – está no cerne das preocupações dos países que trabalham para melhorar a qualidade de vida de pessoas de todo o mundo. Dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), traçados em 2015, estão o acesso universal e equitativo à água potável; o uso de tecnologias de baixo custo para obtê-la; diminuição e até eliminação do despejo na água de produtos químicos e lixo; e recuperação de ecossistemas. Estes e outros assuntos deverão perpassar o debate que contará com a presença de Sérgio Besserman, Naidison de Quintella e Joaquim Gondim, Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional das Águas.

​Ambientalista ativo e conceituado, Sérgio Besserman é um dos mais respeitados intelectuais cariocas. Formado em economia, foi ganhador do Prêmio BNDES em 1987, presidiu o IBGE e trabalha no tema Mudanças Climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas Conferências das Partes da ONU. Sérgio Besserman é irmão do falecido humorista Bussunda. Atualmente, é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e presidente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Naidison de Quintella Baptista é técnico em Desenvolvimento Social do Movimento de Organização Comunitária. Baiano de Salvador, coordena nacionalmente a ASA – Articulação do Semiárido Brasileiro, que atua a partir de duas grandes frentes: P1MC (Programa 1 Milhão de Cistenas, que visa construir um milhão de cisternas no Nordeste brasileiro) e P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas, que fornece dois tipos diferentes de água para cada propriedade, uma para beber e outra para produzir).

Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional de Águas, Joaquim Gondim é engenheiro civil com especialização em Recursos Hídricos, formado pela Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Hidrologia e Economia Rural e Agrícola, pela Universidade Federal do Ceará, ele deve falar sobre crises hídricas no Brasil, crises de rios como o sistema Cantareira (SP), Paraíba do Sul (RJ) e São Francisco e também sobre a crise hídrica do Nordeste.

Planeta Água antecipa os debates do Fórum Mundial da Água 2018, que Brasília vai sediar, entre 18 e 23 de março, reunindo representantes de mais de 100 países. A mostra apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com a água, fazendo um recorte sob a ótica cultural e projetando um panorama internacional da questão da água em várias regiões do planeta. Ao todo são 32 filmes, sendo 27 documentários e cinco ficções, que abordam diferentes aspectos ligados ao tema da água.

Debatedores:
- Sérgio Besserman é ambientalista e economista carioca premiado. Membro do Conselho Diretor da WWF Brasil, trabalha no tema das mudanças climáticas desde 1992.

- Naidison de Quintella Baptista é teólogo, filósofo e coordenador nacional do Movimento da Articulação do Semiárido Brasileiro, da ASA BRASIL. É presidente da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC).

- Joaquim Gondim é um grande especialista na Ciência dos Recursos Hídricos. Atualmente, ocupa o cargo de Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional de Águas.

Mediação de Bárbara Lins.

Debate Planeta Água: “Água e Sustentabilidade"
Dia: 16 de Março
Horário: 15h
Local: Teatro do CCBB
Entrada franca (com retirada de senhas, a partir de 1 hora antes, na bilheteria)

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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