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Projeto beneficia agricultoras na região do Polígono das Secas, com capacitações para o uso de cisternas e biogás

Resolver as desigualdades de gênero requer políticas públicas e outras iniciativas que garantam autonomia financeira às mulheres. Esse, aliás, é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 da Organização das Nações Unidas (ONU): alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas no mundo inteiro até 2030. No Brasil, uma dessas iniciativas tem começado a gerar resultados para agricultoras do sertão Sergipano.

O projeto Mulheres em Movimento está sendo realizado no município de Simão Dias, na região do Polígono das Secas, um dos mais pobres do país. Quase metade da população de 40 mil pessoas vive com uma renda mensal de meio salário mínimo (equivalente a R$ 477 ou R$ 15,90 por dia). A vida é ainda mais difícil para as mulheres, que além das limitações materiais lidam com a dominação masculina.

Realizado pela Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural (Sasac) com apoio da Fundação Banco do Brasil, o projeto consistiu na reaplicação de três tecnologias sociais em pequenas propriedades rurais familiares: Biodigestor para produção de gás natural a partir de esterco animal, Cisternas de Placas para consumo e Cisternas Calçadão para produção de alimentos. Ao mesmo tempo, qualificou 30 agricultoras para atuarem como protagonistas na resolução de problemas cotidianos.

Iniciada no primeiro semestre deste ano, a ação já rende frutos. “Vou poder criar minhas ovelhas, que é um sonho antigo. Daqui pra frente é só prosperar”, declara Elenice Batista dos Santos (44 anos).

Elenice acompanhou a construção de uma cisterna de produção no seu pequeno sítio. Concluído no início deste mês, o reservatório já começa a acumular a água da chuva. Com o abastecimento, Elenice pretende ampliar o cultivo de frutas e hortaliças para melhorar alimentação da família, além de poder vender o excedente para gerar renda. “Meu marido é vaqueiro, empregado de fazenda. O que ele ganha é só pra gente comer”, explica.

Atualmente, o quintal dela tem cultivo bem diversificado, no entanto, a produção nem sempre se dá no volume esperado por causa da seca. “Aqui no meu sítio plano coentro, couve, alecrim, fava, feijão de corda, batata doce, cebola, manga, abacate, macaxeira, pinha, tamarindo, mamão e goiaba, mas é mais pra gente de casa mesmo. E quando não chove não dá. Com essa cisterna já estou vendo a possibilidade de montar minha barraquinha na feira junto com outras vizinhas aqui da região”.

Elenice também ressalta a importância do projeto focar no empoderamento das mulheres. “A gente sabe das dificuldades da família, enfrenta tudo com a mesma garra dos homens, então merecemos aprender a fazer nossas próprias melhorias e não ficar somente esperando pelo marido. Aliás, agora eles até olham a gente diferente, com mais respeito”, conta.

Joelma Tavares Santos, presidenta da Sasac, explica que a ideia do projeto nasceu da vontade de realizar ações capazes de fortalecer a autonomia feminina. “Aqui ainda existe uma cultura muito enraizada de que o homem é a cabeça da família. Mesmo conscientizando, realizando uma caminhada contra a violência todo ano, muitas mulheres continuam amedrontadas em casa, por isso começamos a pensar em como empoderá-las e assim desenhamos o Mulheres em Movimento”.

Terezinha Maria de Jesus, outra participante do projeto, lembra que muitas vezes as mulheres não podem procurar emprego porque têm filhos pequenos ou porque moram distante. “Com um projeto desses, muitas passam a ter condição de trabalhar em casa mesmo, com o que já produz e aproveitando muita coisa da propriedade, porque o ganho dos maridos é mais pra botar comida na mesa”, reflete.

Dona Terezinha, como é conhecida a agricultora de 64 anos, vive na comunidade quilombola de Sítio Alto e foi contemplada com um biodigestor que começou a funcionar no início do mês. Entre seus objetivos está o de comercializar doces junto com a filha. Com o biogás, a produção terá o custo reduzido.

O biodigestor instalado no sítio de dona Terezinha aproveita as fezes dos animais para produzir biogás, mantendo o curral limpo e evitando a emissão do gás metano na atmosfera, o que contribui para evitar efeito estufa e mantém a sanidade animal. Além disso, permite à família cortar despesas com o botijão de gás metano ou outro tipo de combustível para cozinhar alimentos.

Tecnologias sociais
O Banco de Tecnologias Sociais (http://tecnologiasocial.fbb.org.br/tecnologiasocial/principal.htm) da Fundação BB tem várias soluções certificadas com viés de gênero. São iniciativas que procuram empoderar mulheres a partir de várias perspectivas, como educação, trabalho e renda e agroecologia, entre outras. Além das tecnologias sociais, inúmeros projetos apoiados pela Fundação BB visam promover o protagonismo feminino a partir da capacitação para geração de renda.

Igualdade de Gênero  é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 5. No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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Fundação BB investiu R$ 600 mil nas cadeias produtivas do açaí e da andiroba e na produção de biocosméticos

As famílias ribeirinhas que vivem às margens do Rio Araguari, próximo ao município de Porto Grande (AP), já descobriram que a exploração sustentável dos recursos naturais pode render muito mais do que eles têm hoje. Pertencente à demarcação reconhecida como Mosaico da Amazônia Oriental, a região, que é uma unidade de conservação nacional, abriga 96 famílias que vivem da pesca, de pequenas plantações e da coleta de frutos e sementes da floresta, a exemplo do açaí e andiroba. A perspectiva é que em breve esses produtos sejam responsáveis pela mudança nas condições de vida e no resgate do conhecimento tradicional.

Essa oportunidade vem da parceria da Associação dos Agroextrativistas Ribeirinhos do Rio Araguari (Bom Sucesso) com a Fundação Banco do Brasil, por meio do Ecoforte Extrativismo, que investiu R$ 600 mil no projeto “Bom Sucesso Sustentável: cadeias produtivas do açaí e da andiroba gerando trabalho e renda na floresta nacional do Amapá”. O recurso está sendo aplicado na estruturação e no fortalecimento da gestão da associação por meio da capacitação de 200 pessoas em coleta, beneficiamento e comercialização dos produtos e na produção de biocosméticos.

A associação já desenvolve um trabalho com as famílias na difusão de boas práticas de manejo dos açaizais e das andirobeiras, assim como de outros produtos típicos da região, como breu branco, fava e pracaxi. As matérias-primas dessas cadeias produtivas são transformadas pela rede de mulheres em biocosméticos, que são vendidos nas feiras e comércio local - velas de andiroba; óleos; sabonetes de breu branco, andiroba, copaíba e fava; pomadas de gergelim preto, andiroba e tintura de pracaxi (produto que ajuda a aliviar as dores e a ação do veneno da cobra até chegada ao médico).

De acordo com o consultor ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcos Pinheiro, o projeto está contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar, para que, em breve, a associação tenha condições de firmar parcerias com o poder público, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e com ações que garantam a permanência das famílias na região, oferecendo, sobretudo, condições para envolvimento da juventude. "É uma oportunidade de evolução da organização social dos ribeirinhos do rio Araguari, visando a construção de um ciclo virtuoso de geração de trabalho e renda. Além disso, as lições e as experiências que estão sendo vivenciadas aqui, graças ao projeto, poderão ser irradiadas para outras comunidades e aldeias envolvidas com o mosaico de áreas protegidas do Amapá", destacou o consultor.

Há um ano, a jovem Aline Silva Leal, de 20 anos, passou a fazer parte da Associação Bom Sucesso. Ela conta que o trabalho da mãe na entidade lhe serviu de inspiração e que, assim como ela, outros 35 jovens também foram convencidos a fazer parte do projeto e a dar continuidade ao trabalho dos pais. “Aqui eu faço um pouco de tudo, ajudo na colheita, no beneficiamento e na fabricação dos biocosméticos. É uma boa oportunidade para todos, principalmente para os jovens, porque aqui a gente trabalha no que gosta, no lugar que a gente nasceu e foi criado”.

O projeto foi selecionado pelo Ecoforte Extrativismo, com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta também com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá (IEPA).

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto apoiado pela FBB gera renda para comunidades de matriz africana no Piauí

“Conhecer nossa cultura, nossa religião, nossos turbantes, colares, pulseiras; o que há de belo na cultura negra”. É desta forma, que Lusineide de Souza, participante do projeto Sustentabilidade das Comunidades de Matriz Africana, narra a experiência ao participar do desfile Piauí Moda House 2018, na última semana.

As peças exibidas no evento trazem o resgate cultural da identidade negra e reforçam a importância dos movimentos de resistência dos quilombos no Brasil. No desfile, mulheres de 10 terreiros apresentaram roupas com identidade, cor e arte afro-brasileira produzidas por meio do projeto Sustentabilidade das Comunidades de Matriz Africana, apoiado pela Fundação BB e com participantes de 20 quilombos, localizados nas proximidades de Teresina (PI).

Com investimento social de R$ 350 mil, o projeto atende prioritariamente mulheres, 80% do público atendido. Elas costuram, bordam e rendam, resgatando tradições repassadas de geração em geração. “Era um trabalho feito pelas nossas ancestrais para sobreviverem”, ressalta Lusineide.

Segundo Vinicius Queiroz, gerente do projeto, a iniciativa apoia a produção de artesanato, costura e adereços com apelo simbólico dos grupos de matrizes africanas. Também resgata a ancestralidade africana, perpetuada no Brasil.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest), o projeto gera oportunidades de emprego e renda para as mulheres quilombolas, que tinham dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Após a implementação, foi possível atuar em dois eixos: a gestão solidária com capacitação em empreendedorismo e a criação de novos produtos.

Durante toda a cadeia de produção – da concepção da roupa, à costura e da venda da peça – é perceptível o envolvimento e participação das mulheres. “Elas estão se sentido representadas e com autoestima elevada. É um sonho estar lá” ressalta Vinicius.

Ele informa que está em fase de conclusão a construção de 20 ateliês e que 170 participantes passarão por capacitação com carga horária de 120 horas. Também já foram adquiridas cinco máquinas – entre costura e de bordar –, além de tecidos.

Orgulhosa, Lusineide destaca dois vestidos produzidos por meio do projeto e que participaram dos desfiles: um para moda casual com bordados das cores do estado do Piauí, turbante e bolsa e outro para atividades religiosas, branco com símbolos africanos e colares. “Este projeto ajuda dar visibilidade, combater o preconceito e traz prosperidade. Ele também mostra que somos capazes de criar desde uma bolsa a uma roupa artesanal sofisticada”.

A divulgação deste assunto contempla os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Reaplicação de tecnologias sociais envolvem a participação feminina no semiárido

Ampliar a participação das mulheres e torná-las protagonistas de soluções para problemas do cotidiano. Esses são os objetivos do projeto Mulheres em Movimento, que irá reaplicar três tecnologias sociais no município de Simão Dias, localizado no sertão sergipano. A experiência é uma parceria da Fundação BB com a Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural (SASAC), firmada no final do ano passado com investimento social de R$ 246 mil.

Uma das tecnologias reaplicadas será o Biodigestor, mecanismo que produz gás natural a partir de esterco animal. Também estão previstas a instalação de Cisternas de Placas - voltada para o consumo, com armazenamento de 16 mil litros de água da chuva e a Cisterna Calcadão para produção de alimentos, com reservatório de 52 mil litros. Até o final do projeto, serão construídos 10 unidades de cada iniciativa.

O envolvimento das comunidades é um dos fundamentos do conceito de tecnologia social e, no caso do Mulheres em Movimento, o diferencial é a capacitação de 30 agricultoras familiares na construção das soluções. Elas estão recebendo orientação sobre a produção de biogás e estruturação dos reservatórios para armazenamento da água da chuva. As iniciativas integradas permitirão o desenvolvimento de atividades agroecológicas, com produção de hortaliças e leguminosas.

A presidente da entidade, Joelma Santos, destacou o engajamento das participantes. Para ela, o protagonismo na construção das tecnologias foi um passo importante para as agricultoras. “Não foi uma conquista apenas para a entidade, mas para as participantes. Elas estão felizes e frequentam o curso mesmo em dias de chuva”, afirmou.

Em março, duas participantes visitaram comunidades que tiveram êxito na reaplicação de tecnologias sociais. Mary Gonçalves, moradora da comunidade de Mato Verde - município de Simão Dias (SE), irá construir um biodigestor em sua propriedade. "Aprendi muita coisa que não sabia fazer. Colocarei tudo em prática e compartilharei com o meu parceiro."

Vilma São Francisco, do povoado de Sítio Alto - município de Simão Dias (SE), também comentou suas expectativas com o projeto. "Ele veio pra mudar a vida das mulheres, porque a gente sofria muito. É um sonho realizado”. A propriedade da agricultora familiar já começou a ser preparada para a reaplicação da cisterna calçadão. “O cisterneiro irá tirar o restante da terra e eu o ajudarei. Ele vai quebrando as pedras e eu carregando. Vou estar à frente de tudo, se Deus quiser".

Experiência reconhecida 
A SASAC foi criada em 2002 e integra a rede Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que é composta por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas, como sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, entre outras.

Em razão da parceria com a Fundação BB, a entidade obteve a certificação da Agência Nacional de Assistência Técnica Rural (ANATER), reconhecimento que chancela a organização para participar de seleções, editais e chamadas públicas. Este reconhecimento é buscado por muitas instituições do terceiro setor que trabalham com assessoria técnica no campo. No estado do Sergipe, existem somente dez instituições certificadas.

A divulgação deste projeto abrange questões vinculadas aos seguintes ODS:

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Instituto oferece atividades de esporte, cultura e lazer para crianças, adolescentes, jovens e mulheres

Em breve, as famílias atendidas pelo Instituto de Desenvolvimento Humano Social Econômico e Cultural Irmã Emiliana, da cidade de Paranaíba (MS), terão um novo espaço para atividades esportivas, culturais e de lazer. A nova conquista faz parte do projeto “Quadra Viva”, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.

O projeto vai receber R$ 180 mil para a conclusão da quadra esportiva, ampliação do prédio do Instituto – com cozinha, sala de música e informática – e compra de máquinas, equipamentos e instrumentos musicais. O objetivo é desenvolver talentos, potencialidades e oferecer subsídios para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade psicossocial.

A entidade atende 170 crianças em três faixas de idade: de 2 a 5 anos, na educação infantil, por meio do Lar Tereza Spinelli; de 9 a 15 anos, no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, com oficinas de artes, contação de histórias, música, esporte e lazer; e jovens a partir de 18 anos, nos cursos de capacitação, esportes diversos e artes maciais. O projeto oferece ainda cursos de artesanato para mulheres. As ações desenvolvidas tem o acompanhamento de uma equipe técnica composta por assistente social, psicólogo e educadores sociais.

Sônia Maria Barbosa e seu filho Giovani Gabriel Nunes da Silva, de 15 anos, fazem parte do grupo de beneficiados. Ela escolheu o artesanato, enquanto o filho era atendido no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Lá, a dona de casa aprendeu a fazer tapetes de crochê com barbante. “Eu e meu filho somos gratos por tudo que o projeto fez por nós. Quando cheguei não sabia nem pegar numa agulha e hoje já consigo fazer algumas peças. Meu filho também era muito tímido e hoje está bem mais solto, até aprendeu a fazer bolachas e panetones no projeto. A minha torcida é para que o projeto nunca se acabe, porque ele tem ajudado muito as famílias como a minha”, disse.

De acordo com a freira, Irmã Andrea Ferreira, as portas do Instituto estão abertas para todos, e em especial para as crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social. “O convênio com a Fundação Banco do Brasil por meio do projeto "Quadra Viva" tem um grande significado para nós, pois nos permitirá melhorar os serviços ofertados pela nossa entidade ao município de Paranaíba. A quadra será um espaço de interação com os participantes das nossas obras, ofertando um serviço de maior qualidade e também com novos focos, como a inclusão digital e o projeto de culinária”, declarou a religiosa.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Com patrocínio da Fundação BB, encontro recebe agricultoras, estudantes, professoras, militantes dos movimentos de mulheres e movimentos sociais

A cidade de Natal (RN) recebeu mais de 120 mulheres dos dez estados que compõem o Semiárido brasileiro para o encontro “Mulheres do Semiárido e a Construção de Tecnologias Sociais de Convivência”.

O evento, que teve início na segunda-feira (6) e termina nesta quarta-feira 8, tem como objetivo a troca de conhecimentos e experiências, a partir de vivências das mulheres nos quintais produtivos e com as tecnologias sociais em seus territórios. Entre as participantes estavam agricultoras e experimentadoras, estudantes, professoras, militantes dos movimentos de mulheres e movimentos sociais.

A programação contou com diferentes momentos – debates, mesas temáticas sobre o combate à seca e a convivência com o semiárido, auto-organização das mulheres, feira de troca de saberes e de produtos confeccionados pelas participantes, e uma sessão de cinema com vídeos relacionados ao tema do encontro.

A tecnologia social “Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido do Rio Grande do Norte”, da cidade de Mossoró, também foi apresentada às participantes. A metodologia consiste em reutilizar água para irrigação de frutas e hortaliças e foi vencedora do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2013, na Categoria Mulheres.

O encontro é uma realização do Centro Feminista 8 de Março (CF8) e Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil, Ministério do Desenvolvimento Social e o cofinanciamento da União Europeia, o evento é também parte da preparação para o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), coordenando pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que ocorrerá em 2018, na cidade de Belo Horizonte (MG).

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.
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No mês da mulher, projetos serão selecionados para receber assessoria gratuita de empreendedorismo durante dois anos com metodologia certificada pela Fundação BB

No Brasil, cerca de 53% dos empreendimentos informais são liderados por mulheres, segundo pesquisa  da  GEM/Global Entrepreneurship Monitor (2013). Neste universo, grande parte trabalha diretamente na produção de alimentos para comercialização. Esta prática, utilizada para garantir o próprio sustento ou ajudar no rendimento familiar, é muito comum em diversas faixas etárias e classes sociais. Frente a essa realidade, o Consulado da Mulher abriu a seleção Empreendedoras 2017. A entidade é gerida pela empresa Cônsul e presta serviços para o empoderamento e capacitação de mulheres de baixa renda ou da área rural.

A proposta consiste em oferecer um treinamento especializado e gratuito durante dois anos em diversas áreas como gestão administrativa, financeira, vendas, marketing, gestão da produção, recursos humanos, sustentabilidade e gênero. A metodologia aplicada é certificada pela Fundação Banco do Brasil desde 2009, sendo uma das finalistas no Prêmio de Tecnologias Sociais de 2015.

O curso será oferecido preferencialmente para mulheres acima de 18 anos, que produzem alimentos para vender (ou que já tenham vendido alguma vez) e que tenham renda máxima de um salário mínimo por pessoa da família. Para as inscrições serão válidos projetos de mulheres que residem nas regiões de São Miguel Paulista e Vila Prudente (na grande São Paulo), e cidades de Rio Claro (SP), Joinville (SC) e Manaus (AM), localidades onde já existem os escritórios do Consulado da Mulher e onde serão aplicados os cursos presencialmente. As inscrições devem ser realizadas no portal do Consulado da Mulher no endereço eletrônico http://consuladodamulher.org.br/inscricoes/ ou presencialmente nos escritórios de cada região até o dia 31 de março.

Segundo o Consulado da Mulher após o término das inscrições, será realizada a primeira seletiva onde serão analisados o perfil empreendedor e socioeconômico das mulheres inscritas. Em seguida, são realizados cursos de formações básicas de empreendedorismo para a construção de um plano de negócios simplificado. A terceira fase do processo é a construção e apresentação do plano para uma banca empreendedora, que dará avaliação e ideias sobre o negócio.

Aquelas que chegarem até o final destas etapas, receberão assessoria gratuita do Consulado da Mulher por dois anos, com base no plano de negócios e na Metodologia de Gestão de Empreendimentos Solidários. Esta Tecnologia Social é um conjunto de ferramentas desenvolvidas para atuação com grupos populares e que estão fundamentadas nos princípios de Educação Popular e no Trabalho em Rede.

A assessoria prestada será realizada quinzenalmente, em grupos e alguns encontros individuais, geralmente no escritório local do Consulado da Mulher ou em organizações parceiras nas comunidades onde vivem, e no próprio espaço de produção das selecionadas.

Luciane Gonçalves é de São Paulo e foi uma das selecionadas da edição Empreendedoras no ano passado. Ela produz salgadinhos para vender e afirma que após receber a assessoria técnica sua vida melhorou muito. Ela explica que há três anos resolveu comprar uma máquina de crepe e abriu um bufê de salgados para ajudar nas despesas da casa, já que o marido estava desempregado e precisava sustentar os quatro filhos que moram com o casal. A partir da inicialização no curso de empreendedorismo, passou a compreender melhor o próprio negócio. “No início a gente não sabe nada, nem sabe cobrar direito pelos produtos. Eu não tinha visão de empreendedora. Só queria pagar meu aluguel. Hoje isso mudou muito. Eu consegui ampliar a minha cozinha, atendo festas de casamento e até vou ter uma logomarca proporcionada pelos parceiros do Consulado”, afirma.

Para a coordenadora do projeto Erica Sacchi Zanotti, o processo de mobilização nas comunidades e seleção de mulheres é muito importante. “Muitas dessas pessoas acessadas não se veem como empreendedoras. O contato com as educadoras sociais do Consulado, a troca de saberes sobre empreendedorismo popular e a construção do modelo de negócios faz com que elas entendam que são capazes".

Somente em 2014, 108 empreendimentos foram assessorados, dos quais 59 diretamente pelo Consulado da Mulher e outros 49 por meio de entidades sociais parceiras. Estes empreendimentos propiciaram a geração de renda para 1.570 pessoas, com um total de 6.314 beneficiários incluindo filhos e familiares que dependem economicamente da renda destas mulheres. A elevação média da renda foi de 21% entre o início e o final do ano. Os 108 empreendimentos beneficiados faturaram em 2014 o equivalente a R$ 5 milhões, movimentando a economia e gerando riquezas em suas comunidades.

Serviço:

Baixe o formulário de inscrição: www.consuladodamulher.org.br/inscricoes.

Basta fazer o download, imprimí-lo, preenchê-lo e enviá-lo via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Ou envie pelos Correios para o endereço Rua Dona Francisca, 7.173, Zona Industrial Norte – CEP 89219-600.

 

A realização deste projeto contempla três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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