_Efetividade do
    Investimento Social

    GRI 103-2 | 103-3 | 408-1 | 409-1 | NGO3

    O

    monitoramento e a avaliação de programas e projetos são importantes ferramentas de gestão, que podem ser utilizadas para aprimorar as ações realizadas. As informações coletadas trazem subsídios para tomadas de decisão, além de indicar os fatores importantes da implementação dos projetos.

    A qualidade na aplicação do investimento social está diretamente relacionada ao acompanhamento dos projetos. A mensuração dos impactos e resultados alcançados é uma forma de verificar a transformação socioambiental ocorrida nas localidades ou comunidades atendidas, assim como conferir a adequada aplicação dos recursos desembolsados.

    O monitoramento está relacionado ao cumprimento dos objetivos e metas vinculados a cada um dos projetos, possibilitando eventuais correções de rumos, enquanto a avaliação visa apurar a efetividade das ações empreendidas.

    _Monitoramento

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    O monitoramento envolve a coleta e análise sistemática de dados e informações dos programas e projetos apoiados, bem como a utilização de indicadores específicos, a fim de medir – e melhorar – os índices de eficiência e eficácia dos investimentos socioambientais.

    A Fundação BB realiza o monitoramento de todos os projetos administrativos e, de forma amostral, por meio de visitas in loco. São utilizados formulários próprios que, contemplam tanto aspectos da execução dos projetos, como questões relacionadas aos participantes e à sustentabilidade dos empreendimentos em suas dimensões econômica, social e ambiental. Reforçando a preocupação institucional com os direitos humanos, desde 2017, foi incluído um indicador relacionado especificamente com o tema.

    Ao final do exercício, é produzido o Relatório Gerencial de Monitoramento, documento que consolida e sintetiza informações que retroalimentam os processos de implementação e de modelagem dos programas e projetos permitindo, assim, o aperfeiçoamento constante das ações, dentro de um processo de aprendizado.

    Em 2018, foram realizados 44 monitoramentos presenciais. Além disso, todos os projetos são monitorados através de relatórios encaminhados pelas entidades, contato telefônico ou por meio de visitas realizadas pelas agências do Banco do Brasil.

    Dos resultados apresentados em 2018, podemos destacar que os objetivos e metas dos projetos e programas monitorados estão sendo atingidos e, consequentemente, tem proporcionado transformação ambiental e inclusão social. Também foi identificada a necessidade de se intensificar o treinamento para uso do sistema de gestão de projetos junto aos parceiros e reforçar a capacitação dos participantes para que eles possam adquirir experiência e autonomia necessárias para conduzirem os projetos por conta própria, após o fim do prazo de execução.

    _avaliação

    Para realizar a gestão do investimento social, é necessário fazer avaliações relevantes, que gerem informações sobre a qualidade, a eficácia e a efetividade das ações realizadas. O resultado das avaliações permite identificar pontos para aperfeiçoamento e para a adequação e a modelagem de futuros programas e projetos.

    Em 2018, passamos a integrar o Grupo de Avaliação do GIFE, que é composto por representantes de empresas, institutos e fundações associados ao GIFE e outros atores do investimento social privado, com o objetivo de aprimorar o processo avaliativo na Fundação BB, como meio efetivo e consistente de aprendizado para melhorar a governança e transparência das ações sociais realizadas. Participamos do 14º Seminário Internacional de Avaliação, que reuniu representantes e profissionais do terceiro setor, do governo, especialistas em avaliação e pesquisa social, para troca de experiências sobre como as instituições se organizam e usam o pensamento avaliativo para propor soluções aos desafios sociais da atualidade.

    A Fundação BB realiza avaliações comparativas para verificar a efetividade de seus programas e projetos por meio de “marcos”.

    Avaliação de Marco Zero

    Marco Zero é a coleta de dados da situação inicial dos projetos e seus participantes. Seu objetivo é realizar uma análise situacional da realidade dos diferentes atores sociais ou ambientais envolvidos no início de um projeto. As informações levantadas nesta fase servirão para orientar o planejamento das ações futuras e servirão de guia para as outras fases de execução, bem como poderão ser utilizadas para medição dos impactos socioambientais das ações realizadas.

    Em 2018, foram realizadas as avaliações de Marco Zero dos seguintes programas:

    Nossa Feira Popular e Solidária

    O objetivo do projeto é o fortalecimento das feiras livres presentes nos municípios que sofreram ataques a instituições financeiras, prejudicando a circulação de papel moeda, principalmente em cidades do interior do nordeste brasileiro. Nessas localidades, essa situação, somada à baixa utilização de meios digitais em transações comerciais, acarreta prejuízos para a população, afetando principalmente as pessoas de baixa renda.

    Dentre as ações previstas, o projeto pretende transformar as feiras em espaços socioculturais e de convivência por meio da revitalização dos espaços de circulação. Também serão ofertados cursos voltados à educação financeira e à responsabilidade socioambiental.

    21

    FEIRAS LIVRES CONTEMPLADAS

    5

    FEIRAS COM ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

    0

    FEIRAS COM separação de lixo

    Perfil dos Feirantes

    80%

    sem experiência ou sem capacitação financeira

    4%

    microempreendedores individuais

    40%

    sem acesso a produtos bancários

    96%

    não usam meios digitais para comercialização de produtos

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    Diante desta análise, a 2º fase do projeto tem como objetivo revitalizar e estruturar essas feiras livres com a substituição das barracas por modelos padronizados e adequados aos produtos comercializados; disponibilização de uniformes e equipamentos de proteção individual; e capacitação e gestão dos resíduos sólidos.

    Bioma Caatinga

    O Bioma Caatinga é um projeto com foco na cultura regional da ovinocaprinocultura. Atualmente no Ciclo III, o projeto busca a geração de renda e o desenvolvimento através da profissionalização dos produtores, a agregação de valor aos produtos, a formalização de parcerias para o comércio e a implementação de tecnologia de administração da propriedade, alimentação e reprodução do rebanho.

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    avaliação de marco Um

    O Marco Um é a avaliação seguinte ao Marco Zero e seu intuito é verificar as mudanças que ocorreram durante o período, com os mesmos participantes e território das ações realizadas.

    Em 2018, foram realizadas as avaliações de Marco Um dos seguintes programas:

    Cataforte II

    O projeto visa fortalecer a infraestrutura das cooperativas de catadores, de forma a melhorar a capacidade operacional de coleta, transporte e comercialização dos materiais recicláveis, na perspectiva da formação, fortalecimento e desenvolvimento de redes de catadores.

    O diagnóstico de Marco Um analisou a situação atual das redes em relação ao início do programa. Para a avaliação, foi realizada pesquisa censitária por meio de formulário de autopreenchimento nas 33 redes, abrangendo 299 empreendimentos econômicos solidários, em 15 estados de todas as regiões do Brasil.

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    Os caminhões contribuíram para a formalização de novos contratos com órgãos governamentais e parcerias com grandes empresas.

    O Cataforte II – Logística Solidária mostrou-se eficaz quanto à melhoria de renda dos catadores, como também na melhoria as condições de trabalho e a manutenção dos mais de oito mil postos de trabalho.

    Juventude Rural

    O Edital Juventude Rural selecionou projetos voltados à estruturação de empreendimentos econômicos coletivos para proporcionar a autonomia econômica e social da juventude rural, capacitando jovens para geração de renda e liderança em posições de gestão de projetos, com a finalidade de reduzir o êxodo rural.

    Foram realizadas 206 entrevistas no total, sendo que 54% dos entrevistados possuem nível escolar médio, faixa etária de 24 anos sendo 51% homens e 49% mulheres.

    74%

    de aumento real de renda

    60%

    participam da gestão do empreendimento com autonomia

    40%

    possuem total gestão

    97%

    tem interesse em permanecer no campo

    3,4%

    retornaram ao campo

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    Cisternas de Placas - Água para Consumo e Produção

    São tecnologias sociais voltadas a viabilizar o acesso à água, seja para consumo humano, seja para produção de alimento e criação de animais, proporcionando às famílias atendidas capacidade de resiliência às estiagens e às mudanças climáticas.

    A avaliação foi realizada em 16 municípios abrangendo 448 famílias e, por meio da análise de dados, foi possível verificar que o perfil socioeconômico das famílias atendidas é, em sua maioria, constituído por pequenos agricultores familiares, 74% são mulheres, 63% com idade entre 30 e 60 anos e 43% possuem ensino fundamental incompleto.

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    Após a reaplicação das tecnologias sociais, foram verificados resultados que apontam para redução de casos de doenças relacionadas à água contaminada, como diarreia, cólera e hepatite; a diminuição da sobrecarga para busca de água principalmente para mulheres e crianças, além da melhora significativa da qualidade da água consumida pelas famílias da região.

    A mudança pode ser verificada com as hortas que passaram a existir no meio da paisagem da seca. No período de chuva, os moradores continuam produzindo milho, mandioca, feijão para serem comercializados e, durante a seca, plantam hortaliças.

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